Classe nacional portuguesa · Ria de Aveiro

VOUGA

V · 18
Marília

Costa Nova

Casco verde garrafa, convés branco, madeiras ao natural. Assim vai ficar o Vouga que o pai do João está a reconstruir, visto antes de tocar na água.

O Marília terminado

Quatro momentos, o mesmo barco

Visualizações geradas com rigor a partir dos planos da classe, de fotografias reais de Vougas da frota da Costa Nova e da identidade do próprio Marília: verde garrafa profundo, convés pintado de branco, braçolas, mastro, retranca e cana do leme em madeira envernizada, e o nome em dourado no painel de popa.

Marília a navegar de perfil no Canal de Mira, com os palheiros às riscas da Costa Nova ao fundo
A navegar, com velas Perfil completo no Canal de Mira. Grande e estai em pano creme, insígnia V 18, retranca comprida a passar sobre a popa, casario da Costa Nova na outra margem.
Marília terminado em terra, no carro de varagem de madeira, com o nome dourado na popa e os palheiros da Costa Nova atrás
Em terra, pronto No carro de madeira, à luz do fim de tarde. Vê-se o espelho de popa largo e inclinado com o Marília pintado à mão em dourado, e o contraste do convés branco com as braçolas envernizadas.
Marília fundeado num pontão de madeira ao pôr do sol, sem velas, com reflexo do casco verde na água dourada
Sem velas, ao cair da tarde Amarrado ao pontão, mastro nu e retranca descansada. O verde garrafa quase espelha na água lisa da Ria; ao longe, moliceiros e o casario.
Marília a navegar visto de popa, adornado, com a tripulação e o nome no casco
A caminho da barra Vista de alheta com a tripulação a fazer banda. Nota: nesta imagem o gerador acrescentou uns cofres de convés que o Vouga de classe não tem; o poço real é totalmente aberto.

A embarcação

Um Vouga de Costa Nova

O Vouga é a única classe de vela de origem portuguesa reconhecida pela Federação Portuguesa de Vela. Nasceu nas mãos do Mestre António Ferreira Gordinho (1894-1978), carpinteiro naval da Costa Nova do Prado que, depois de embarcar nas escunas de pesca de Gloucester, no Massachusetts, trouxe para os seus botes de recreio da Ria as linhas redondas e o painel de popa acima da água que definem a classe até hoje.

É um barco baixíssimo na água: pontal de 55 cm e apenas 12 a 15 cm de calado com o patilhão de ferro recolhido, feito para encalhar na areia da Ria onde não havia cais. Proa em colher, casco redondo de tabuado liso sem uma única aresta, e uma retranca que ultrapassa o espelho de popa, herança direta das escunas americanas.

Comprimento fora a fora

6,28 m

Boca máxima

1,86 m

Pontal

0,55 m

Área vélica máxima

24 m² (15,6 + 8,9)

Peso pronto a navegar

425–475 kg

Patilhão móvel

1,20 m máx. abaixo do casco

Armação

Sloop bermudiano, grande + estai

Tripulação

3

Verde garrafa Casco · #0A3011
Branco Convés
Madeira envernizada Mastro, retranca, braçolas, cana
Dourado Nome no painel de popa

A classe

Cem anos de Ria

As imagens desta página são visualizações geradas por IA a partir dos planos da classe (monografia FEUP 2013, planos Sport Algés e Dafundo de 1939), de fotografias reais da frota APCV e da identidade gráfica do Marília. Servem para antever o resultado final; o barco verdadeiro terá sempre pormenores próprios da mão do construtor.