Classe nacional portuguesa · Ria de Aveiro
Costa Nova
Casco verde garrafa, convés branco, madeiras ao natural. Assim vai ficar o Vouga que o pai do João está a reconstruir, visto antes de tocar na água.
▾O Marília terminado
Visualizações geradas com rigor a partir dos planos da classe, de fotografias reais de Vougas da frota da Costa Nova e da identidade do próprio Marília: verde garrafa profundo, convés pintado de branco, braçolas, mastro, retranca e cana do leme em madeira envernizada, e o nome em dourado no painel de popa.
A embarcação
O Vouga é a única classe de vela de origem portuguesa reconhecida pela Federação Portuguesa de Vela. Nasceu nas mãos do Mestre António Ferreira Gordinho (1894-1978), carpinteiro naval da Costa Nova do Prado que, depois de embarcar nas escunas de pesca de Gloucester, no Massachusetts, trouxe para os seus botes de recreio da Ria as linhas redondas e o painel de popa acima da água que definem a classe até hoje.
É um barco baixíssimo na água: pontal de 55 cm e apenas 12 a 15 cm de calado com o patilhão de ferro recolhido, feito para encalhar na areia da Ria onde não havia cais. Proa em colher, casco redondo de tabuado liso sem uma única aresta, e uma retranca que ultrapassa o espelho de popa, herança direta das escunas americanas.
Comprimento fora a fora
6,28 m
Boca máxima
1,86 m
Pontal
0,55 m
Área vélica máxima
24 m² (15,6 + 8,9)
Peso pronto a navegar
425–475 kg
Patilhão móvel
1,20 m máx. abaixo do casco
Armação
Sloop bermudiano, grande + estai
Tripulação
3
A classe
As imagens desta página são visualizações geradas por IA a partir dos planos da classe (monografia FEUP 2013, planos Sport Algés e Dafundo de 1939), de fotografias reais da frota APCV e da identidade gráfica do Marília. Servem para antever o resultado final; o barco verdadeiro terá sempre pormenores próprios da mão do construtor.